1. Introdução

2. Currículo: termo e conceito polissémicos

3. As propostas inovadoras de um currículo pós-moderno

4. Considerações finais

5. Bibliografia

4. Considerações finais:

Ao formularmos as considerações conclusivas, colocamo-nos numa posição de abertura e incentivação à comunidade científica e escolar, não assumindo a atitude dogmática e apodíctica de um trabalho inquestionável.

Se quisermos, em reorganização conclusiva desta pesquisa documental, destacar, com alguma sistematização, os seus vectores fundamentais, poderemos focalizar, pontualmente, as seguintes posições, assumidas no sentido que atrás explicitámos:

1. Alargámos, pelo presente estudo, o nosso horizonte conceptual e o mesmo nos foi determinante para a reinterpretação e enquadramento da nossa experiência terminológica, atitudinal, axiológica e didáctico-pedagógica das temáticas curriculares;

2. São variadas as definições e concepções curriculares, que, se diferentes, são unânimes em reconhecer o fenómeno da ambiguidade do termo/conceito de currículo;

3. A visão tradicional curricular apoia-se na lógica, em grande parte de paternidade tyleriana, que privilegia uma conjugação das diferentes componentes do currículo (objectivos, selecção e organização das experiências de aprendizagem, avaliação), sempre em função de um nexo formal das condutas e produtos da aprendizagem dos alunos, esta servida por conteúdos e condicionada por princípios psicopedagógicos;

4. Verifica-se que um currículo da pós-modernidade, louvável pelo desafio da inovação e da transformatividade, uma vez reflectidos os seus vectores fundamentais, quer segundo critérios de análise endógena, quer de análise comparativa, também obedece a uma lógica que, embora apresentada por terminologia nova – a lógica dos quatro R -, de origem maioritariamente dolliana, não se afasta da malha e suporte de coerência tendencial em que se apoia a visão de um currículo da racionalidade modernista; pelo contrário, constata-se um continuum de complementaridade recíproca;

5. Como boa conselheira, em matéria curricular, estaria a observação de Stenhouse, que defende o valor e a riqueza da diferença face às posições/definições sobre currículo, porque, na verdade, o destinatário (alunos, pais – comunidade -, professores) são o verdadeiro critério da sua aceitabilidade. De resto, a “receita pode variar-se de acordo com o gosto”.

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