2. Currículo: termo e conceito polissémicos |
1. Introdução: Ao analisarmos a problemática da novidade (ou continuidade?) de um currículo pós-moderno, confrontamo-nos com a visão tradicional de currículo, aquela a que a escola vem dando cumprimento, face a uma outra perspectiva curricular que foge à sistematicidade e racionalidade que a modernidade nos impôs. Denominaremos esta última de visão pós-moderna. Efectivamente, o conceito de modernidade aparece-nos “associado à condição social que teve a sua origem na crença iluminista na razão e na capacidade da ciência para proporcionar o domínio sobre a natureza e para aperfeiçoar as instituições sociais com vista à emancipação do homem” (FERNANDES, 2000: 31). O que é certo, porém, é que a realidade se tem revelado diferente de tais crenças no poder da razão, aliás, profundamente abaladas, segundo esta Autora, nas últimas décadas, por crises e tensões sociais várias. Ora o campo curricular não ficou indiferente a tal mudança de perspectivas. Para dar cumprimento à nossa análise, tornou-se-nos impositiva a apresentação da polissemia do termo/conceito de currículo, com recurso a autores consagrados, dos quais resulta, senão uma contradição de posições, pelo menos uma notória ambiguidade na acepção da noção curricular. Por outro lado, quisemos enquadrar as linhas essenciais em que se fundamenta a perspectivação do currículo sob os rumos da pós-modernidade, recorrendo a fontes que julgamos pontos de apoio notoriamente estimáveis. A metodologia utilizada para o estudo do tema apoiou-se, como do anterior se deduz, na pesquisa documental, que, ainda que limitada por compreensivas razões de espaço, terá o efeito de lançar o repto para novas pesquisas dentro deste domínio. Por fim, tecemos as considerações finais, assumidas não como conclusões dogmáticas, mas antes como propostas para investigações futuras, fazendo, por último, o registo do suporte bibliográfico. |
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