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Paradigma Emergente O ponto de encontro entre os autores que contribuem com seus estudos sobre o paradigma emergente é a busca da visão de totalidade e o desafio de superação da reprodução para a produção do conhecimento. O desafio dos cientistas e intelectuais, no sentido da retomada do todo, contamina a educação e instiga os professores a buscarem uma prática pedagógica que supere a fragmentação e a reprodução do conhecimento. O ensino como produção de conhecimento propõe enfaticamente o envolvimento do aluno no processo educativo. A exigência de tornar o sujeito cognoscente valoriza a reflexão, a ação, a curiosidade, o espírito crítico, a incerteza, a provisoriedade, o questionamento, e exige reconstruir a prática educativa proposta em sala de aula. A
ação pedagógica que leve à produção do conhecimento e que busque formar
um sujeito crítico e inovador precisa enfocar o conhecimento como provisório
e relativo, preocupando-se com a localização histórica de sua produção.
Precisa estimular a análise, a capacidade de compor e recompor dados,
informações e argumentos. Acrescida da valorização da ação reflexiva e
a disciplina tomada como capacidade de estudar, refletir e sistematizar
o conhecimento instiga o aluno a reconhecer a realidade e a refletir sobre
ela (CUNHA, 1997). A
produção de conhecimento com autonomia, com criatividade, com criticidade
e espírito investigativo provoca a interpretação do conhecimento e não
apenas a sua aceitação. Portanto, na prática pedagógica o professor deve
propor metodologias que contemplem elaboração de projetos que provoquem
um estudo sistemático, uma investigação orientada, para ultrapassar a
visão de que o aluno é um objeto, e torná-lo sujeito e produtor do seu
próprio conhecimento. A
aprendizagem colaborativa precisa ter como referência uma prática pedagógica
num paradigma emergente. Para alicerçar uma prática pedagógica compatível
com as mudanças paradigmáticas da ciência, o Paradigma Emergente, por
incluir em si e com eles relacionar-se, deve constituir uma aliança, formando
uma verdadeira teia, com a visão sistêmica, com a abordagem progressista
e com o ensino com pesquisa. Essa aliança se justifica e se torna necessária
em função das características de cada abordagem: l A abordagem
progressista tem como pressuposto central a transformação social.
Instiga o diálogo e a discussão coletiva como forças propulsoras de uma
aprendizagem significativa e contempla os trabalhos coletivos, as parcerias
e a participação crítica e reflexiva dos alunos e dos professores (FREIRE
& SHOR, 1986; FREIRE 1992, 1997; GIROUX, 1997). A
aliança ou a teia proposta nas três abordagens permite uma aproximação
de pressupostos significativos, cada uma em sua dimensão. Uma prática
pedagógica competente e que dê conta dos desafios da sociedade moderna
exige uma inter-relação dessas abordagens e uma instrumentalização da
tecnologia inovadora. Servindo como instrumentos, o computador e a rede
de informações aparecem como suportes relevantes na proposição de uma
ação docente inovadora. Realizando
pesquisas sobre a prática pedagógica junto a professores universitários,
BEHRENS (1998, 2000) defende, para o Paradigma Emergente uma aliança entre
os pressupostos da visão sistêmica, da abordagem progressista e do ensino
com pesquisa, instrumentalizada pela tecnologia inovadora. Orquestrar
uma aliança entre
l ABORDAGEM
HOLÍSTICA OU SISTÊMICA – Reaproximação das partes na busca da visão do
todo, de um sistema integrado e interconectado. |
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