| Introdução Equipe Níveis Metas Projeto de pesquisa Problema de pesquisa Justificativa Metodologia da Pesquisa
Créditos |
Paradigma
Emergente baseado em Projetos Acredita-se que os processos interativos de
comunicação, colaboração e criatividade são indispensáveis ao novo profissional
da sociedade do conhecimento. A formação inovadora exigida para atuar
em todas as áreas do conhecimento demanda trabalho coletivo, discussão
em grupo, espírito de entre ajuda, cooperação, contribuição e parcerias.
Para desenvolver estes processos, há necessidade de oferecer nas universidades
uma prática pedagógica que propicie a conquista desta nova proposição
a partir da sala de aula. Uma
nova abordagem pedagógica que desencadeie a aprendizagem colaborativa
não depende só dos professores, mas dos gestores da educação que deverão
tornar-se sensíveis aos projetos criados e propostos pelos docentes. Os
professores deverão redimensionar a metodologia oferecida dentro da sala
de aula e contemplar atividades que ultrapassem as paredes das salas,
dos laboratórios e dos muros das universidades. As situações desafiadoras
para responder às problemáticas existentes necessitam da criação de espaços
dentro e fora da universidade. Outro aspecto a ser considerado deverá
ser a abertura para contatos com uma comunidade de aprendizagem em rede,
que poderá ocorrer do professor com os alunos, dos alunos entre si, e
do professor e alunos com outras pessoas que utilizam recursos informatizados. Cabe, então, aos gestores e professores derrubarem
barreiras que segregam o espaço e a criatividade dos alunos e dos professores
restritos à sala de aula, ao quadro de giz e ao livro texto. Para MORAES
(1996): Estamos querendo
abandonar uma escola burocrática, hierárquica, organizada por especialidades,
subespecialidades, sistemas rígidos de controle em funções dos comportamentos
que se pretende incentivar e manter, dissociada do contexto, da realidade,
para construir uma escola aberta, com mecanismos de participação e descentralização
flexíveis, com regras de controle discutida pela comunidade e decisões
tomadas por grupos interdisciplinares próximos dos alunos. (p. 68) Com atitude inovadora, possibilitar o relacionamento com a
sociedade como um todo. Com o universo de informações, o aluno deverá
ser iniciado como pesquisador e investigador para resolver problemas concretos
que ocorrem no cotidiano de suas vidas. A aprendizagem precisa ser significativa, desafiadora,
problematizadora e instigante a ponto de mobilizar o aluno e o grupo a
buscar soluções possíveis para serem discutidas e concretizadas à luz
de referenciais teóricos/ práticos. O processo de aprendizagem colaborativa precisa ter presente que a interação reconhece: Que sujeito
e objeto são organismos vivos, ativos, abertos, em constante intercâmbio
com o meio ambiente, mediante processos interativos indissociáveis e modificadores
das relações sujeito-objeto e sujeito-sujeito, a partir dos quais um modifica
o outro, e os sujeitos se modificam entre si. É uma proposta sociocultural,
ao compreender que o “ser” se constrói na relação, que o conhecimento
é produzido na interação com o mundo físico e social, a partir do contato
do indivíduo com a sua realidade, com os outros, incluindo aqui sua dimensão
social, dialógica, inerente à própria construção do pensamento. (MORAES,
1997, p.66) O desafio passa por criar e permitir uma nova ação docente na qual professor e alunos participam de um processo conjunto para aprender de forma criativa, dinâmica, encorajadora que tenha como essência o diálogo e a descoberta. A relação professor-aluno na aprendizagem colaborativa contempla a inter-relação e a interdependência dos seres humanos que deverão ser solidários ao buscarem caminhos felizes para uma vida sadia deles próprios e do planeta. Neste processo, empreender projetos que contemplem uma relação dialógica (FREIRE, 1997) que permitam o professor e os alunos aprender a aprender, num processo coletivo para a produção do conhecimento. Os professores, ao ensinarem, aprendem; e os alunos, ao aprenderem, podem ensinar. A relação é de parceiros solidários que enfrentam desafios das problematizações do mundo contemporâneo e se apropriam da colaboração, da cooperação e da criatividade, para tornar a aprendizagem colaborativa, significativa, crítica e transformadora. Segundo BEHRENS (2000) o ensino por projetos num paradigma emergente pode vir a contemplar um processo de aprendizagem que demande propor um conjunto de fases interconectadas nas quais o professor propõe atividades diferenciadas. Com a perspectiva de buscar novos caminhos metodológicos e com visão de que cada docente, ao visualizar o esquema, pode analisar as fases propostas e refletir sobre a pertinência da utilização em sua disciplina ou programa de aprendizagem, apresenta-se como sugestão o esquema abaixo, denominado como projeto pedagógico próprio desdobra-se em programas de aprendizagem e contratos didáticos. Tais contratos podem caracterizar-se pelas seguintes fases (veja também a Figura 1): 2a fase – Apresentação e discussão do contrato didático 3a fase – Problematização da temática 4a fase – Contextualização da temática 5a fase – Aulas teóricas exploratórias 6a fase – Pesquisa individual 7a fase – Produção individual 8a fase – Discussão coletiva, crítica e reflexiva sobre a temática 9a fase – Produção coletiva 10a fase – Produção final 11a fase – Avaliação coletiva do projeto e do contrato didático
|
|
|
|