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Paradigmas
da ciência Esse processo de mudança paradigmática que a sociedade vem sofrendo nas últimas décadas tem forte influência da ciência. A visão newtoniana-cartesiana não pode mais dar conta da formação acadêmica dos estudantes exigida pela sociedade nestas últimas décadas. A proposição mecanicista e reducionista que levou à fragmentação, à divisão, à comportamentalização são procedimentos ultrapassados pelo paradigma da sociedade do conhecimento que exige conexões, relações no sentido da necessidade de reaproximar as partes para buscar a visão do todo. O advento da economia globalizada e a forte influência dos avanços dos meios de comunicação e dos recursos da informática não comportam uma prática pedagógica conservadora, repetitiva e acrítica. As exigências de uma economia globalizada afetam diretamente a formação dos profissionais em todas as áreas do conhecimento. E inegável que o mercado exige hoje uma formação qualitativamente diferenciada do que se tem ofertado em um grande número de universidades. O volume de informação e o acesso à rede informatizada desafiam o docente a buscar nova metodologia para atender às exigências da sociedade do conhecimento. Frente à nova realidade, o professor deverá ultrapassar seu papel autoritário, de dono da verdade, para tornar-se um investigador, um pesquisador crítico e reflexivo. O docente precisa ser criativo, articulador e, principalmente, parceiro de seus alunos no processo de aprendizagem. Nesta nova visão, o professor deve mudar o foco do ensinar e passar a preocupar-se com o aprender e em especial, o “aprender a aprender”, abrindo caminhos coletivos de busca e investigação para a produção do seu conhecimento e do seu aluno. Por sua vez, o aluno precisa ultrapassar o papel passivo de repetidor fiel dos ensinamentos do professor e tornar-se criativo, crítico, pesquisador e atuante para produzir o conhecimento. Em parceria, professor-aluno e os alunos com seus próprios pares precisam buscar um processo de auto-organização para acessar a informação, analisar, refletir e elaborar com autonomia o conhecimento. O volume de informações não permite abarcar todos os conteúdos que caracterizam uma área do conhecimento, portanto, professores e alunos precisam aprender a aprender como acessar a informação, onde buscá-la e o que fazer com ela. Não se trata de formar os alunos tendo em vista só o mercado de trabalho, mas prepará-los para conquistar uma melhor qualidade de vida. Neste contexto, além de se tornar um profissional competente, precisa tornar-se um cidadão crítico, autônomo e criativo que saiba solucionar problemas, e com iniciativa própria questionar e transformar a sociedade. Em busca desta transformação, o aluno deve ser sujeito histórico do seu próprio ambiente, ter consciência crítica de trilhar caminhos que levem à construção de um mundo de melhor qualidade de vida. |
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