Introdução

Equipe
Níveis
Metas
Projeto de pesquisa
Problema de pesquisa
Justificativa
Metodologia da Pesquisa

Nível Pedagógico
Processo de Intervenção
Instrumentos de pesquisa
Fases da Pesquisa

Nível Tecnológico
Construção das mídias
Avaliação processual das mídias
Resultados Preliminares do Processo
Depoimento dos Alunos envolvidos na pesquisa
Conclusões Preliminares

Marco Teórico
Paradigmas da ciência
Desafios da ciência para o século XXI
Sociedade do Conhecimento
Grande Encontro das Eras Oral, Escrita e Digital
Os quatro pilares para a aprendizagem
Visões para o século XXI
Paradigma Emergente
Prática pedagógica num paradigma emergente
Proposiçõe Relevantes em Ambientes Educativos
Foco
Professor
Aluno
Metodologia
Avaliação
Tecnologia Interativa
Paradigma Emergente baseado em Projetos

Aprendizagem Colaborativa (AC)
Introdução
Colaboração ou Cooperação?
Uma Proposta
Fazendo Aprendizagem Colaborativa (AC)
Planejamento para a sala de aula
Avaliação da Aprendizagem
O Ambiente de Sala de Aula
Grupos

Referências Bibliográficas
Créditos

Paradigmas da ciência

As perspectivas de um paradigma inovador na sociedade do conhecimento levam a repensar a prática pedagógica proposta no ensino universitário. O professor que mantinha na sociedade de produção de massa sua ação docente baseada numa metodologia com ênfase na reprodução do conhecimento, do “escute, leia, decore e repita”, sente-se desafiado a buscar uma prática pedagógica que contemple a produção do conhecimento.

Ver figura

Esse processo de mudança paradigmática que a sociedade vem sofrendo nas últimas décadas tem forte influência da ciência. A visão newtoniana-cartesiana não pode mais dar conta da formação acadêmica dos estudantes exigida pela sociedade nestas últimas décadas.

A proposição mecanicista e reducionista que levou à fragmentação, à divisão, à comportamentalização são procedimentos ultrapassados pelo paradigma da sociedade do conhecimento que exige conexões, relações  no sentido da necessidade de reaproximar as partes para buscar a visão do todo.

 O advento da economia globalizada e a forte influência dos avanços dos meios de comunicação e dos recursos da informática não comportam uma prática pedagógica conservadora, repetitiva e acrítica.

As exigências de uma economia globalizada afetam diretamente a formação dos profissionais em todas as áreas do conhecimento. E inegável que o mercado exige hoje uma formação qualitativamente diferenciada do que se tem ofertado em um grande número de universidades.

O volume de informação e o acesso à rede informatizada desafiam o docente a buscar nova metodologia para atender às exigências da sociedade do conhecimento. Frente à nova realidade, o professor deverá ultrapassar seu papel autoritário, de dono da verdade, para tornar-se um investigador, um pesquisador crítico e reflexivo. O docente precisa ser criativo, articulador e, principalmente, parceiro de seus alunos no processo de aprendizagem. Nesta nova visão, o professor deve mudar o foco do ensinar e passar a preocupar-se com o aprender e em especial, o “aprender a aprender”, abrindo caminhos coletivos de busca e investigação para a produção do seu conhecimento e do seu aluno.

Por sua vez, o aluno precisa ultrapassar o papel passivo de repetidor fiel dos ensinamentos do professor e tornar-se criativo, crítico, pesquisador e atuante para produzir o conhecimento.

Em parceria, professor-aluno e os alunos com seus próprios pares precisam buscar um processo de auto-organização para acessar a informação, analisar, refletir e elaborar com autonomia o conhecimento. O volume de informações não permite abarcar todos os conteúdos que caracterizam uma área do conhecimento, portanto, professores e alunos precisam aprender a aprender como acessar a informação, onde buscá-la e o que fazer com ela.

Não se trata de formar os alunos tendo em vista só o mercado de trabalho, mas prepará-los para conquistar uma melhor qualidade de vida. Neste contexto, além de se tornar um profissional competente, precisa tornar-se um cidadão crítico, autônomo e criativo que saiba solucionar problemas, e com iniciativa própria questionar e transformar a sociedade. Em busca desta transformação, o aluno deve ser sujeito histórico do seu próprio ambiente, ter consciência crítica de trilhar caminhos que levem à construção de um mundo de melhor qualidade de vida.