Introdução

Equipe
Níveis
Metas
Projeto de pesquisa
Problema de pesquisa
Justificativa
Metodologia da Pesquisa

Nível Pedagógico
Processo de Intervenção
Instrumentos de pesquisa
Fases da Pesquisa

Nível Tecnológico
Construção das mídias
Avaliação processual das mídias
Resultados Preliminares do Processo
Depoimento dos Alunos envolvidos na pesquisa
Conclusões Preliminares

Marco Teórico
Paradigmas da ciência
Desafios da ciência para o século XXI
Sociedade do Conhecimento
Grande Encontro das Eras Oral, Escrita e Digital
Os quatro pilares para a aprendizagem
Visões para o século XXI
Paradigma Emergente
Prática pedagógica num paradigma emergente
Proposiçõe Relevantes em Ambientes Educativos
Foco
Professor
Aluno
Metodologia
Avaliação
Tecnologia Interativa
Paradigma Emergente baseado em Projetos

Aprendizagem Colaborativa (AC)
Introdução
Colaboração ou Cooperação?
Uma Proposta
Fazendo Aprendizagem Colaborativa (AC)
Planejamento para a sala de aula
Avaliação da Aprendizagem
O Ambiente de Sala de Aula
Grupos

Referências Bibliográficas
Créditos
Conclusões Preliminares

Esta e outras pesquisas disponíveis sugerem que a aprendizagem colaborativa pode trazer benefícios para estudantes nas mais diversas áreas do conhecimento. Corroborando com estudos semelhantes (GRAVES, 1994; SANDHOLTZ, RINGSTAFF, & DWYER, 1997), os resultados encontrados na presente pesquisa são bastante promissores diante da utilização da aprendizagem colaborativa com tecnologias interativas no ensino e aprendizagem de estudantes universitários que se encontravam em dependência e cursando o sistema regular.

A mudança metodológica a que o professor se propôs a realizar pareceu estar relacionada com a orientação e o acompanhamento pedagógico realizado nos processos de intervenção. As observações e entrevistas realizadas com o professor tutor permitiram verificar esta mudança na sua ação docente enfatizada na comparação entre seus posicionamentos iniciais e posteriores. O papel do professor passou a ser de articulador realizando atividades em sala de aula centradas nos alunos com uma didática mais interativa do que expositiva. A sua ação docente procurou também enfatizar os processos de aprendizagem que permitiram em parte a superação da reprodução para a produção do conhecimento dos alunos. O uso de tecnologias interativas permitiu iniciar um processo de diálogo em rede entre o professor e seus alunos, buscando reduzir a visão mecanicista da utilização do computador como um mero instrumento de reprodução. Com isto, a busca do conhecimento foi ampliada e favorecida também pela inserção desses recursos tecnológicos no ensino com pesquisa.

Destaca-se ainda a mudança de visão do professor sobre os seus alunos. Sua visão tradicional de que o conhecimento poderia ser transferido mais ou menos intacto do professor para os aprendizes foi modificada para a visão de aprendizagem que reafirma a colocação do aprendiz no centro de um processo ativo de aprendizagem. Esta transformação provocou mudanças no relacionamento do professor com os estudantes. Há indícios de que o professor modificou sua concepção de aluno, passando a considerá-los, de maneira geral, como participativos, produtivos, criativos e competentes. Nesta dinâmica de relacionamento, os alunos também passaram a enxergar o professor como um aliado no processo de ensino e aprendizagem.

Um dos aspectos mais relevantes da proposição metodológica do professor foi a redução razoável do índice de reprovação na disciplina de Sistemas Estruturais (também conhecida como Resistências de Materiais) levando em consideração os critérios de exigência, qualidade, responsabilidade e envolvimento dos alunos nas próprias aprendizagens. Os dados indicaram que o processo didático proposto não só exigiu dos alunos uma maior dedicação, mas também provocou uma necessidade contínua de estudos, pesquisa e realização de atividades avaliativas cumulativas.

A partir dos depoimentos dos alunos, observou-se que existe uma indicação de que o papel passivo dos alunos em sala de aula tomou uma nova dimensão com o envolvimento em atividades pedagógicas que promoveram colaboração nos trabalhos individuais e coletivos, apontando que uma das vantagens encontrada na metodologia foi que instigou o contato e o estudo contínuo diante dos assuntos relacionados com a disciplina, associado ao uso de recursos tecnológicos.

Os alunos relataram que se motivaram e aprenderam de maneira diferenciada com a disponibilização de novos recursos didáticos e tecnológicos em função da possibilidade de acesso dos conteúdos, impressão fácil, contato e resposta rápida do professor para sanar dúvidas, fatores que ajudaram na aprendizagem da disciplina.

Na visão dos alunos a proposta metodológica permitiu uma relação dialógica diferenciada possibilitando uma aprendizagem mais efetiva em menor tempo comparado ao ensino conservador que tiveram em outras disciplinas.

Um outro fator relevante denotado pelos alunos foi a possibilidade de compor os grupos de estudo de maneira espontânea, demandando um processo de aprendizagem colaborativa entre pares, e por sua vez sanando dificuldades encontradas na comunicação virtual.

Com a disponibilização na Internet dos conteúdos teórico-práticos utilizando alguns recursos de multimídia para alunos, o professor reduziu suas explicações teóricas em sala de aula, esperando que os alunos fossem a partir do texto detectar suas dificuldades para em encontros presenciais dirimir dúvidas e melhor explicar os assuntos propostos. No entanto, em função do alto grau de dificuldade desta disciplina, alguns alunos alertaram que em sala de aula, o professor necessitaria explicitar melhor os conteúdos teórico-práticos que foram disponibilizados no site do programa de aprendizagem para subsidiar as pesquisas referentes às atividades individuais e coletivas. Este fato denota que os alunos ainda não estão totalmente preparados para estudar com autonomia.

Ao contrário do descrito acima, o relato de outros alunos apontou para a relevância da busca do referencial teórico ao realizar os exercícios antes dos encontros presenciais. Isto fazia com que os alunos levantassem suas dúvidas e sanassem suas dificuldades entre pares mediados pelo professor nos encontros presencias, nas tutorias e por meio eletrônico.

Outro alerta enfatizado pelos alunos foi sobre o fato de que mesmo se tratando de uma proposta de pesquisa que levasse à produção do conhecimento, alguns alunos se restringiram a fazer cópias pela Internet, camuflando os textos originais, com a alteração de fontes, que nem sempre foram detectadas pelo professor tutor.

Na percepção dos alunos a metodologia tradicional estava simplesmente restrita às aulas expositivas, as quais não permitiam a contextualização dos temas abordados. Procurando superar a prática pedagógica conservadora, a metodologia proposta no Projeto possibilitou a diversificação de estratégias de ensino, tais como, experiências vivenciadas pelos alunos e fundamentadas nos referenciais teórico-práticos para a elaboração de projetos; pesquisa sobre as temáticas propostas; realização de trabalhos individuais e coletivos; discussão e reflexão crítica sobre os temas abordados e aulas expositivas dialogadas, as quais possibilitaram aos alunos a produção do conhecimento próprio. Ainda na percepção dos alunos, a realização dos trabalhos dependeu demasiadamente da colaboração entre colegas e que aliado aos esclarecimentos do professor em aulas presenciais e por meios eletrônicos favoreceram uma compreensão completa do assunto tratado. Esta metodologia que envolveu problematizações criou necessidades de pesquisa que demandaram situações de autonomia e iniciativa por parte dos alunos. Este processo causou ansiedade e novos desafios, obrigando o aluno a andar por si mesmo, e em outros momentos solicitar a ajuda de seus pares. Nestas situações de colaboração alguns alunos tiveram dificuldade de se envolver no processo devido ao caráter competitivo tão estabelecido no sistema atual de ensino.

Em um dos comentários referentes ao ambiente colaborativo Eureka os alunos criticaram que durante o processo houve problemas no uso do chat em função da dificuldade de horário comum para o encontro do grupo. Contrariamente, apesar do fórum não ter sido utilizado sistematicamente, tal recurso oportunizou a inserção de comentários entre os usuários cadastrados no programa de aprendizagem. Além disto, o fórum facilitou a comunicação e a troca de informações entre os grupos participantes do Projeto.

Os alunos defenderam o uso de atividades cumulativas para uma avaliação processual, considerando que a produção de conhecimento individual foi bastante relevante. Enfatizaram, no entanto, que a produção coletiva dependeu do envolvimento e da responsabilidade do grupo. Pela vivência no processo de grupo os alunos recomendaram que a composição de um grupo não deveria ultrapassar quatro pessoas para ser produtivo.

Desta maneira pode-se concluir que a presente pesquisa apresentou avanço no conhecimento preliminar e começa a estabelecer informações para a continuidade do Projeto. A metodologia proposta poderá ser utilizada por professores que percebem a necessidade de mudanças pedagógicas em suas ações docentes e que se interessam pelo uso da tecnologia multimídia no ensino superior.