Introdução

Equipe
Níveis
Metas
Projeto de pesquisa
Problema de pesquisa
Justificativa
Metodologia da Pesquisa

Nível Pedagógico
Processo de Intervenção
Instrumentos de pesquisa
Fases da Pesquisa

Nível Tecnológico
Construção das mídias
Avaliaçãoo processual das mídias
Resultados Preliminares do Processo
Depoimento dos Alunos envolvidos na pesquisa
Conclusões Preliminares

Marco Teórico
Paradigmas da ciência
Desafios da ciência para o século XXI
Sociedade do Conhecimento
Grande Encontro das Eras Oral, Escrita e Digital
Os quatro pilares para a aprendizagem
Visões para o século XXI
Paradigma Emergente
Prática pedagógica num paradigma emergente
Proposiçõe Relevantes em Ambientes Educativos
Foco
Professor
Aluno
Metodologia
Avaliação
Tecnologia Interativa
Paradigma Emergente baseado em Projetos

Aprendizagem Colaborativa (AC)
Introdução
Colaboração ou Cooperação?
Uma Proposta
Fazendo Aprendizagem Colaborativa (AC)
Planejamento para a sala de aula
Avaliação da Aprendizagem
O Ambiente de Sala de Aula
Grupos

Referências Bibliográficas
Créditos

Justificativa

A problemática da dificuldade de aprendizagem em disciplinas específicas nas mais variadas áreas do conhecimento nos cursos superiores tem sido um desafio significativo junto aos professores e alunos. A prática pedagógica assentada muitas vezes num ensino reprodutivo e conservador têm ajudado a agravar este quadro.

As reprovações e dependências incidem em um número acentuado de alunos. Esse fato tem-se verificado na maioria das universidades. O paradigma da reprovação como caminho de busca da qualidade do curso precisa de urgente repensar. Afinal, os alunos estão na Universidade para aprender, e, não para serem reprovados.

Alerta-se que a qualidade precisa ser mantida e as exigências fazem parte de um projeto pedagógico relevante na formação dos profissionais, no entanto, os alunos buscam possibilidades diferenciadas para aprender e outras maneiras de consultar o professor e os colegas para obter sucesso no processo educativo.

A busca de proposições metodológicas para amenizar esta problemática começa a aparecer no meio acadêmico. Mesmo que estas mudanças sejam lentas, tem se restringido a projetos de pesquisa que envolvem o uso da Internet. Acredita-se que os recursos eletrônicos são relevantes para possibilitar a aprendizagem, mas não bastam para construir uma ação educativa significativa.

Nesta perspectiva, busca-se subsidiar o professor, para que possa desenvolver uma prática pedagógica com um paradigma emergente, envolvendo o uso da tecnologia com intuito de auxiliar os alunos na aprendizagem.

As iniciativas que vêm se apresentando na comunidade nacional e internacional apontam para uma proposta pedagógica que contemple uma aprendizagem colaborativa baseada em projetos. Pretende-se que o processo educativo, nesta proposta, encaminhe o aluno para a participação, a colaboração, o espírito de entre ajuda e a produção individual e coletiva do conhecimento.

As exigências da Sociedade do Conhecimento, que vêm se apresentando nas últimas décadas, levam a investigar novas metodologias e ações docentes diferenciadas que venham de encontro à realidade que o aluno está enfrentando. Os desafios e as expectativas mudaram em todas as áreas e, os alunos muitas vezes são usuários dos recursos eletrônicos em suas atividades diárias, mas, o ensino universitário tem apresentado uma ação docente conservadora assentada no "escute, leia, decore e repita". A memorização e a reprodução do conhecimento são os pilares da prática pedagógica tradicional que tem sido oferecida aos estudantes neste final de século, em especial, aos alunos que freqüentam os cursos da área tecnológica e das ciências exatas.

Os professores universitários, em sua maioria, até por pressão dos alunos, têm sentido necessidade de alterar sua prática docente. A falta de formação pedagógica da maioria dos professores que atuam nesta área do conhecimento dificulta a reconstrução da ação docente. Por sua vez, os alunos anseiam por uma possibilidade de aprender e de buscar caminhos que levem à produção do conhecimento. Não se trata de criticar os professores, pois, ao observar os motivos que os levam a agir deste modo, encontra-se justificativas científicas para que tal fato tenha ocorrido.

O paradigma da ciência que caracterizou o século XIX e grande parte do século XX, foi denominado como newtoniano-cartesiano. Este paradigma influenciou todas as áreas do conhecimento. A ciência caracterizada pelos pressupostos newtoniano-cartesiano contaminou a educação e outras áreas do conhecimento com um pensamento racional, fragmentado e reducionista. Isolou o homem, repartiu o conhecimento e fragmentou as áreas. A especificidade necessária para sociedade de produção de massa e o desenvolvimento industrial, reduziram a aprendizagem à absorção de tópicos isolados, que apresentados, separadamente, acabam não tendo significado para os alunos. A situação foi agravada pela visão positivista, que embora característico da época, levou ao processo de racionalização, eficiência e eficácia. SANTOS (2000), contribui para a reflexão ao analisar que:

O positivismo é a consciência filosófica do conhecimento-regulação. É uma filosofia da ordem sobre o caos tanto da natureza como na sociedade. A ordem é a regularidade, lógica e empiricamente estabelecida através de um conhecimento sistemático. O conhecimento sistemático é o conhecimento das regularidades observadas. A regulação sistemática é o controle efetivo sobre a produção e reprodução das regularidades observadas. Formam, em conjunto, a ordem positivista eficaz, uma ordem baseada na certeza, na previsibilidade e no controle. A ordem positivista tem, portanto, as duas faces de Janus: é, simultaneamente, uma regularidade observada e uma forma regularizada de produzir a regularidade, o que explica que exista na natureza e na sociedade. Graças à ordem positivista, a natureza pode tornar-se previsível e certa, de forma a poder ser controlada, enquanto a sociedade será controlada para que possa tornar-se previsível e certa. Isto explica a diferença, mas também a simbiose, entre as leis científicas e as leis positivas. A ciência moderna e o direito moderno são as duas faces do conhecimento-regulação.( p.141).

A visão mecanicista e sistemática de ver o mundo, regularmente controlado, contaminou o ensino que passou a enfatizar a reprodução do conhecimento, a "decoreba" exacerbada e a memorização.

Nas últimas décadas do século XX, a ciência provoca um repensar em todas áreas do conhecimento. O advento da “Sociedade da Informação”, também denominada como “Sociedade do Conhecimento”, causou mudanças aceleradas. Os cientistas, em especial, os físicos, matemáticos, químicos iniciaram um movimento, que vem se consolidando desde o início do século XX, denominado como emergente criado a partir da Teoria da relatividade e da mecânica quântica. Este fato alterou o paradigma da ciência, que vem sofrendo um desmoronamento dos pressupostos newtoniano-cartesianos. Encontra-se na epistemologia do paradigma dominante ou emergente, fortes denuncias da crise do modelo da racionalidade científica, defendida por SANTOS (2000):

Primeiro, que essa crise é não só profunda como irreversível: segundo, que estamos a viver um período de revolução científica que se iniciou com Einstein e a mecânica quântica e não se sabe ainda quando acabará: terceiro, que os sinais nos permitem tão-só especular acerca do paradigma que emergirá deste período revolucionário, mas que, desde já, pode afirmar-se com segurança que colapsarão as distinções básicas em que assenta o paradigma dominante...(p.68)

O novo paradigma da ciência, denominado de emergente ou sistêmico, assentado na mecânica quântica, busca o inter-relacionamento, a interconexão, a visão de rede e de sistemas integrados. Neste movimento a sociedade exigirá outras características para os profissionais que atuarão no futuro próximo. Por sua vez, a Educação, tem papel relevante e significativo no processo de transformação. Com esta visão inovadora, os docentes deverão repensar suas práticas pedagógicas para que venham atender a estes novos pressupostos.

Acredita-se que o impasse será longo e a mudança dependerá dos homens conscientes, críticos e transformadores. Para buscar um paradigma emergente e o uso com sucesso dos recursos informatizados, vários fatores precisam ser ultrapassados, como: a falta de preparo dos alunos, a falta de base em matemática, a falta de preparo pedagógico do professor, a reprodução de práticas autoritárias, a dificuldade de comunicação entre professores e alunos, o uso de avaliações coercitivas, o descaso de alguns estudantes e professores frente à realidade e exigência de mercado, a própria falta de equipamentos e de acesso a rede informatizada, tanto da parte dos alunos como dos professores.

Destaca-se entre os entraves para mudança, o próprio paradigma, que vem caracterizando, em especial, nesta pesquisa, os docentes da área de Ciências Exatas e Tecnológica, que acreditam, historicamente, que para ser um bom professor deve-se ter um número significativo de alunos com notas baixas e até reprovados. Acreditam que com este processo autoritário os alunos passarão a estudar e decorar para obter sucesso em suas disciplinas. Alguns, poucos, acreditam que espalhando o terror e o autoritarismo conseguirão qualificar seus alunos. Trata-se de um estigma herdado, exatamente, pela falta de preparo pedagógico para ser docente. Mas, estes fatores não podem impedir de provocar projetos que venham buscar meios de superação destas dificuldades e até de outras, que não foram explicitadas.

Busca-se alterar o foco centrado no professor, que aqui se propunha a dedicar-se horas explicando os conteúdos que já elaborou para os alunos e convergir o esforço para o aprendizado colaborativo do aluno. Neste processo oferecer aos estudantes recursos metodológicos que auxiliem a aprendizagem e levem este aluno a produzir conhecimento próprio. Para ocorrer esta transformação, haverá necessidade de se alterar a prática pedagógica do professor e reconsiderar o efetivo papel do aluno universitário.

A dificuldade e a complexidade do trabalho docente nestas disciplinas de alto nível de exigência são inegáveis. Assim, torna-se necessário subsidiar o professor que se dispõe alterar sua prática pedagógica no sentido de acompanhá-lo no trabalho acadêmico, utilizando tecnologias colaborativas inovadoras, tais como ferramentas via WWW.